22 de fevereiro de 2011

Álcool: Beba Com Moderação ou Evite-o?

Álcool: Beba Com Moderação ou Evite-o?

Um amigo meu, Dr. Jochen Hawlitschek, médico com Ph.D. em medicina e cirurgia, Mestrado em Saúde Pública na Loma Linda University, ex-diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de Montemorelos, México, e Diretor do Departamento de Saúde da Divisão Euro-Africana em Berna, Suiça, publicou recentemente um excelente livro sobre Doenças do Estilo de Vida, disponível em forma eletrônica em Alemão, Português, Inglês e Espanhol, alguns dos idiomas que ele fala. Deste seu livro, tirei as seguintes informações para a reflexão dos leitores que desejam saúde.

O efeito químico do álcool é a depressão do sistema nervoso em todas as circunstâncias e não é utilizado como anestésico geral devido à margem muito estreita entre a ação farmacológica e a toxicidade. A Organização Mundial da Saúde identificou beber álcool como um dos 10 principais riscos para a carga global de doenças. (WHO Press release, 28Março2007, p://www.iarc.fr/ENG/Press_Releases/pr175a.htm )

Não surpreende que a Bíblia tem muitas admoestações contra seu uso. “Não olhes para o vinho quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente. No fim, picará como a cobra, e como o basilisco morderá.” (Provérbios 23:31, 32) “O vinho é escarnecedor, a bebida forte alvoroçadora; e todo aquele que neles errar nunca será sábio.” Provérbios 20:1.

Referente aos seus efeitos sobre o sistema imunológico, “O álcool deveria considerar-se como uma droga imunossupressora de efeitos a longo alcance.” (MacGregor, RR, “Alcohol and Immuno Defense”, JAMA, Set 19, 1986, vol. 256, no. 11) Não poderia haver uma afirmação mais forte para expressar seus efeitos negativos sobre a saúde, além de muitas outras desvantagens bem conhecidas. Sobre seus possíveis benefícios para o coração a Organização Mundial da Saúde chegou finalmente à seguinte conclusão: “Mesmo sendo que o consumo regular baixo a moderado de álcool tenha efeito protetor contra a doença coronária, os outros riscos cardiovasculares e para a saúde associados com o álcool não favorecem uma recomendação geral para o seu uso.” (Diet, Nutrition and the Prevention of Chronic Diseases, OMS, 2003, p. 90).

O álcool atua quimicamente como anestésico geral. O sistema nervoso é sumamente vulnerável porque o álcool se dissolve rapidamente no líquido cefalorraquídeo (líquido da “espinha”) e porque as células nervosas são muito delicadas. O lobo frontal é o primeiro a ser anestesiado e logo o efeito continua de acordo com a lei da paralisia descendente de Jackson: córtex cerebral ? centros subcorticais ? medula espinhal ? bulbo (centro respiratório). Portanto, se divide o efeito do álcool em quatro etapas:

1. Diminui a destreza manual e autocrítica. Aumentam erros. Surge euforia NÃO por estimulação das funções mentais, mas pela falta de controle do lobo frontal! A pessoa fica muito sociável, aparentemente ainda funciona, mas esta é a etapa dos acidentes!

2. Perda do controle das emoções, descoordenação, liberação de instintos animais. Esta é a etapa dos crimes de toda índole! Pelo menos a metade de todos os crimes são cometidos por indivíduos que nunca atuariam desta maneira se estivessem sem álcool.

3. Sono, inconsciência, coma.

4. Pele úmida, fria, defecação, urina involuntária, paralisia respiratória e morte.

“Resultados de estudos de autópsias mostraram que pacientes com uma história de consumo crônico de álcool têm cérebros menores, mais leves e atrofiados que adultos não-alcoólicos da mesma idade e sexo. Este fenômeno foi confirmado repetidas vezes em alcoólicos vivos usando técnicas de imagem estrutural como a tomografia computarizada (CT) ressonância magnética (MRI). … Estas imagens revelam que a atrofia é mais extensa na camada exterior (córtex) do lobo frontal, que se crê ser a sede das funções superiores de inteligência. … A atrofia também ocorre nas regiões cerebrais mais profundas, incluindo estruturas cerebrais associadas com a memória, e também no cerebelo que ajuda a regular a coordenação e o equilíbrio.” (National Institute on Alcohol Abuse and Alcoholism, No. 47, Abril 2000, http://pubs.niaaa.nih.gov/publications/aa47.htm)

E a cerveja sem álcool? A lei permite usar o rótulo “sem álcool” até um conteúdo de 0,5% de álcool. Veja a advertência: “Apesar do conteúdo baixo de álcool, certamente não é recomendável oferecer cerveja sem álcool às crianças. Isto poderia produzir um condicionamento ao sabor da cerveja, facilitando-lhes ultrapassar o umbral do uso de cerveja com álcool.” (Dr. Helmut Oberritter, Diretor de Investigação, Sociedade Alemã de Nutrição, Medical Tribune, nr. 37, September 1991)

A única conduta segura para a saúde em relação ao álcool é a abstinência total. Beber com moderação é intoxicar-se com moderação. Você quer intoxicar-se ou quer saúde?

Fonte: www.portalnatural.com.br

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