8 de agosto de 2011

Nova Baixa a caminho: Moody's diz que pode rebaixar nota da dívida dos EUA

A agência de classificação de risco Moody’s afirmou nesta segunda-feira que pode reduzir a nota da dívida dos Estados Unidos antes de 2013, se as perspectivas fiscais ou econômicas do país enfraquecerem significativamente.

A Moody’s disse que a nota máxima “AAA” pode ser reduzida se os EUA falharem em aplicar cortes mais profundos no Orçamento, reduzindo assim sua dívida de quase 100% para 75% do PIB (Produto Interno Bruto) até meados da década “e declinando a partir de então no longo prazo”.

“Ao longo do tempo, este status pode ser ameaçado se medidas adicionais para lidar com a situação fiscal a longo prazo não forem adotadas, mas é cedo para concluir que estas medidas não serão feitas”, ressaltou Steven Hess, analista da Moody’s, em comunicado.

“O acordo da semana passada sugere que um pacote que cumpra esse critério até o começo de 2013 será desafiador, dada a polarização política, mas não impossível”, disse Hess, citando a longa batalha entre democratas e republicanos nos EUA para aprovar o pacote fiscal que elevou o teto da dívida e impôs cortes no Orçamento.

Com o pacote, a dívida total americana, de US$ 14,3 trilhões, ou quase uma vez o PIB do país, foi elevada em até US$ 2,4 trilhões em troca de cortes de gastos no mesmo valor. Na primeira fase, contudo, a elevação é de “apenas” US$ 900 bilhões, sendo o restante dependente de um novo acordo bipartidário que deve ser alcançado até novembro deste ano.

O comunicado da Moody’s vem depois da agência Standard and Poor’s (S&P) reduzir a nota dos EUA para AA+ pela primeira vez desde 1917.

A classificação AAA significa um risco praticamente zero de a dívida não ser paga, portanto mais segura para os investidores. Justamente por esta segurança, os EUA podiam tomar emprestado recursos a uma taxa de juros mais baixa no mercado internacional.

Agora, os títulos do Tesouro dos EUA, uma vez vistos como o investimento mais seguro do mundo, estão classificados pela S&P abaixo de títulos emitidos por países como Reino Unido, Alemanha, França, Liechtenstein, Holanda Austrália e Dinamarca –que continuam na seleta lista dos mais seguros.

Isso pode afetar o fluxo das últimas semanas, em que investidores abandonaram suas ações em mercados emergentes, como o Brasil, por abrigo em títulos do Tesouro americano. O Brasil é o terceiro maior credor dos EUA.

Mas há uma chance de que a decisão não tenha forte impacto, já que a Moody’s e a Fitch reafirmaram a nota americana. Em geral, fundos que só investem em papéis AAA exigem que eles recebam a classificação por pelo menos duas das três gigantes.

Moody’s explicou que não rebaixaria a nota neste momento com a expectativa de que Washington conseguirá o novo acordo para mais cortes no Orçamento.

http://www.folha.uol.com.br/

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