22 de setembro de 2011

Em dia tenso, Banco Mundial diz que mundo está em ‘zona de perigo’


Advertências do Fed, na quarta, provocaram queda das bolsas nesta quinta
Em mais um dia de queda nos mercados financeiros ao redor do mundo, o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, disse que o mundo está em uma “zona de perigo” e que a crise da dívida em países desenvolvidos pode se espalhar para emergentes.
“Ainda acho improvável um segundo mergulho recessivo das maiores economias do mundo, mas minha confiança nisso está sendo erodida diariamente pelas notícias econômicas”, declarou Zoellick, durante o encontro do FMI e do Banco Mundial em Washington, nesta quinta-feira.
“Uma crise feita no mundo desenvolvido poderia se tornar uma crise para países emergentes. Europa, Japão e EUA têm de agir para enfrentar seus grandes problemas econômicos antes que eles se tornem problemas maiores para o resto do mundo.”
Ao mesmo tempo, as bolsas globais repercutiam de forma pessimista as advertências, na véspera, do Fed (banco central americano) sobre as perspectivas para a recuperação econômica dos EUA.
Tanto no Dow Jones, em Nova York, quanto na Bovespa, as cotações caíram quase 3% na abertura do pregão. A cotação do dólar chegou a R$ 1,94, mas no início da tarde estava em R$ 1,88.
Na quarta-feira, o Dow Jones já havia caído 2,5%, depois de o Fed dizer que "os recentes indicadores apontam para a contínua fraqueza do mercado de trabalho (americano), e as taxas de desemprego permanecem elevadas”.
O banco anunciou a compra de US$ 400 bilhões em títulos de longo prazo para colocar no mercado valor semelhante em títulos de curto prazo, em uma estratégia para aumentar a liquidez na economia americana, principalmente para fomentar empréstimos a hipotecas e negócios.
Brics
Ainda no encontro desta quinta, Zoellick disse que os países dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) devem se concentrar em medidas internas e pediu que evitem a tentação do protecionismo.
Segundo Zoellick, após um período de alta durante o ápice da crise econômica mundial, o protecionismo registrou queda recentemente, devido às pressões inflacionárias em muitos países, mas pode voltar a crescer.
"Não deixem os países navegarem para o protecionismo", afirmou. "Haverá a tentação de alguns países de começar a proteger suas indústrias manufatureiras."
O presidente do Banco Mundial, porém, lembrou que, no caso do Brasil, a indústria vem enfrentando dificuldades devido à pressão provocadas pela valorização do real frente ao dólar.
Zoellick citou ainda a necessidade de reformas estruturais nos países da América Latina, para que possam diversificar suas economias, já que a demanda por produtos agrícolas pode não se manter em alta indefinidamente.
Caminho ‘estreito’
As advertências de Zoellick foram ecoadas por Christine Lagarde, diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), que disse que a situação econômica global está em uma posição “perigosa” e que o caminho rumo à recuperação é "mais estreito do que três anos atrás".
Lagarde ainda afirmou que os líderes internacionais devem agir rapidamente em termos de consolidação fiscal, controle de dívidas internas e reformas do setor público.

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